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Baião das Olimpíadas revela resultados positivos sobre novo processo de gestão da Cruzada

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

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A realização do projeto Baião das Olimpíadas coroou a entrega de resultados transformadores obtidos pela Cruzada após a adoção do processo de Gestão em Rede por todas as áreas da instituição. Desde janeiro de 2016 a metodologia vem sendo adotada integralmente e tem por objetivo cultivar e disseminar uma cultura de autonomia e participação tanto entre colaboradores quanto crianças e familiares das comunidades atendidas, com a finalidade de despertar o potencial e a capacidade de realização de cada um.

O programa pedagógico anual da Cruzada em 2016 possui o lema “Cooperar para Educar” e, ao longo do ano, ele se desdobra em 4 temas geradores bimestrais. O tema “Olimpíada e Meio Ambiente”, abordado no segundo bimestre, trouxe os Jogos Olímpicos para a pauta das atividades.

A temática das Olimpíadas coincidiu com a época das festas juninas. Segundo Cátia Isidoro, gerente sociopedagógica da Cruzada, foi na reunião mensal do grupo de trabalho com as unidades da Cruzada que a equipe teve a ideia de mesclar ambas as referências. Isso foi amplamente explorado em sala de aula pelos educadores e monitores junto com as crianças como também foi compartilhado com os pais, que abraçaram o desafio de realizar o evento em cada uma das unidades e se articularam para transformar o Baião das Olimpíadas num grande sucesso.

Cada uma das unidades da Cruzada possui seus desafios particulares, com os quais lidam com autonomia, porém, sempre conversando entre si e trabalhando em rede.

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– O meu desafio era unificar o projeto do Plantando o Amanhã como um todo, de forma integradora e prazerosa. Apesar da creche ser o nosso carro chefe, a gente também precisava inserir os alunos do esporte em nosso processo de trabalho e integrar a família, engajando-os a participar da organização do evento – conta Adriana Nogino, coordenadora do Plantando, unidade da Cruzada e projeto social do Shopping Nova América, localizada em Del Castilho.

Ao longo de um mês de preparação foram organizadas as barracas temáticas de diferentes países, além dos enfeites, roupas, quitutes e preparação das apresentações de quadrilha. Teve até uma ‘cerimônia de abertura’, com direção do professor de teatro, apresentando os esportes olímpicos, e uma barraca especial organizada pelos pais dos jovens federados do Judô para angariar recursos que garantissem a participação dos atletas em campeonatos.

Segundo Adriana, há 5 anos a festa junina no Plantando trouxe cerca de 250 pessoas e, desde então, vem crescendo. Neste ano, o evento trouxe 1500 pessoas e obteve um excelente resultado de arrecadação, que foi apresentado em reunião de prestação de contas aos familiares. Isso não aconteceria sem a participação ativa da comissão de pais que, junto com os colaboradores do Plantando, foram fundamentais na obtenção de recursos e na preparação da festa, cada um assumindo responsabilidades de acordo com suas habilidades.

– A festa foi tudo de bom! Foi uma grande alegria para mim ver o prazer das pessoas em ajudar e o envolvimento de todos. Eu fico muito feliz de ter participado e corrido atrás das doações para a creche. Temos um grupo de pais e cada um colaborou com o que pôde, dentro das suas condições. No final, ficou tudo perfeito e com gostinho de quero mais. Nós somos as formiguinhas da creche mas temos coração de leão – revela Sulamita do Nascimento, mãe da Hallana.

Na Casa de Leylá, unidade da Cruzada no bairro do Riachuelo, a realidade é diferente. Há dois anos sob a gestão da Cruzada, tem como desafio adaptar as famílias e os colaboradores para a convivência do processo participativo em Rede. Não foi diferente no projeto do Baião das Olimpíadas.

– A escola não é uma casa de festas. Todo evento tem que ter um contexto. Tivemos um mês para trabalhar a temática dos jogos, abordando a questão dos continentes, das cores dos arcos e os símbolos olímpicos em sala de aula, sempre fazendo a relação com as regiões do Brasil. Criamos, em cada barraca, um continente e associamos com os símbolos brasileiros e elementos das festas juninas – diz Patrícia Coda, coordenadora da Leylá.

Junto com os elementos olímpicos na ambientação do evento, a equipe também produziu uma performance musical impactante. Além das tradicionais quadrilhas, uma grande apresentação baseada no livro musical “Brasileirinho, uma história de amor pelo Brasil” foi central na consolidação da temática. A obra fala sobre a influência dos povos na formação do povo brasileiro e teve um ato teatralizado, dirigido pelo professor de teatro.

Todo o evento foi produzido pela equipe de colaboradores, além de terem tido importante contribuição de um antigo doador da Casa, que ajudou na mobilização de doações para a festa, como o fornecimento de alimentos pela CADEG, por exemplo. A participação das famílias foi expressiva na contribuição com refrigerantes, bandeirinhas e prendas, apesar de suas dificuldades financeiras. No total, cerca de 500 pessoas participaram da festa, que foi aberta à comunidade. Todas as crianças puderam comer gratuitamente enquanto os quitutes foram vendidos para os adultos.

– Eu sou suspeita para falar pois adoro o trabalho da Cruzada. Há muita organização e carinho no trabalho deles. Para o Baião, a equipe da creche pediu aos pais para ajudarem como pudessem e, na época, doei refrigerantes. Foi menos do que eu queria fazer, mas era o que eu podia. No dia da festa levei toda minha família. Eles adoraram tudo e eu chorei à beça na apresentação do meu filho – conta Mônica Blandy, mãe do Gabriel.

A Casa Emilien Lacay, unidade da Cruzada em Jacarepaguá, não possui mantenedores e depende integralmente da participação de voluntários e parceiros, além de ter nos familiares e nos colaboradores seus principais aliados. Essa dinâmica se refletiu na realização do Baião das Olimpíadas.

– A participação dos familiares é muito grande. É o que eu sempre digo para eles: esse espaço é de vocês. A gente tem que cuidar porque é de vocês. Eu tenho mães, hoje, que já são avós aqui. Tenho mães, hoje, que foram crianças atendidas aqui – conta Márcia Bogéa, coordenadora da Lacay.

A partir da definição da temática do Baião das Olimpíadas, foi feita uma reunião com os pais representantes e as pessoas se engajaram nas tarefas que se sentiam mais à vontade. Os colaboradores da limpeza se propuseram a pendurar as bandeirinhas e a montar as barracas, enquanto alguns familiares ficaram com a ornamentação externa e outros colaboraram para fazer uma faxina. Alguns colaboradores preferiram ir para a cozinha preparar os quitutes e outros foram buscar contribuições e parcerias para doação dos ingredientes.

– O que queremos com o dinheiro da festa junina? Fazemos uma reunião interna para elencar prioridades e levamos as 3 questões mais relevantes para o conselho de pais que, então, elegem o objetivo prioritário de arrecadação da festa. Estabelecemos uma meta financeira e, depois, fazemos a prestação de contas. Os pais são muito parceiros – conta Márcia.

As barracas estavam com as cores dos continentes e a escolha das músicas foi feita num processo em conjunto com os educadores. Além da quadrilha dos idosos, foram trabalhadas a cultura regional, o homem do campo, trazendo também as culturas dos outros países para as crianças entenderem, como as danças típicas. Os valores e conceitos olímpicos também foram trabalhados com a família, nas reuniões. No encerramento, a última turma fez uma entrada com a tocha olímpica e fez uma fala  sobre o a paz entre os povos como valor olímpico e a paz na comunidade, uma questão muito presente nas vivências dos participantes.

A linha mestra que uniu os eventos nas diferentes comunidades se materializou nas conquistas dos familiares e colaboradores de cada unidade. Diferentes objetivos locais foram atingidos e revelou como uma cultura de participação e autonomia assim como a responsabilidade individual, a convivência e o envolvimento podem gerar resultados concretos e sustentáveis.

– O Baião foi um projeto tão transformador que mudou nossos rumos. Diante de tamanha realização, nossa maior preocupação é não retroceder. Precisamos manter o padrão alcançado e superar nossas próprias expectativas nos próximos anos – completa Catia Isidoro.

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