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Oficinas de Origami e Ikebana ampliam experiência cultural dos alunos da Educação pelo Esporte do Plantando o Amanhã

terça-feira, 25 de abril de 2017

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Nos dias 14 e 29 de março, os alunos do Judô da Associação Nagai, parceira operacional do judô no Plantando o Amanhã, tiveram a oportunidade de participar, junto com suas famílias, das atividades culturais promovidas pelo Consulado do Japão no Rio de Janeiro.

Desde o início do seu trabalho, a Associação Nagai tem como proposta ir além do Judô e utilizar o esporte como um veículo para educação e desenvolvimento integral do aluno. A campeã brasileira de Judô e fundadora do projeto, Silvana Nagai, costuma dizer que se ela formar um campeão olímpico será uma alegria, mas se o seu trabalho contribuir na formação de campeões em outras áreas, ela ficará igualmente satisfeita.Desde o início do seu trabalho, a Associação Nagai tem como proposta ir além do Judô e utilizar o esporte como um veículo para educação e desenvolvimento integral do aluno. A campeã brasileira de Judô e fundadora do projeto, Silvana Nagai, costuma dizer que se ela formar um campeão olímpico será uma alegria, mas se o seu trabalho contribuir na formação de campeões em outras áreas, ela ficará igualmente satisfeita.- Se nosso aluno será um atleta, um advogado ou um médico isso dependerá da escolha de cada um deles. O que nós queremos é que eles tenham direito à essa escolha e não sejam limitados por uma única opção ou pelas suas realidades – explica Rejane Luna, judoca e coordenadora da Associação Nagai. É nesse contexto de formação integral do cidadão que o projeto investe também em atividades de arte e cultura para complementar os ensinamentos do Judô e ampliar o repertório de seus alunos, além de, com isso, promover uma maior integração familiar.No ano passado, na ocasião dos jogos olímpicos, os alunos visitaram a Casa do Japão e, ainda, assistiram à uma apresentação de Taiko do Grupo Kodo, na Cidade das Artes. Já neste ano as atividades começaram em março com as oficinas de Origami e Ikebana e terão continuidade em maio, com o Campeonato Cultural. O tema será “Japão, a terra do Sol Nascente” e, no evento, acontecerá nova oficina de Origami, além de Taiko, Mangá e Língua Japonesa. Os alunos participarão das atividades culturais pela manhã e, à tarde, das competições esportivas.- Essas atividades são muito especiais, pois, além da oportunidade de contato com a cultura japonesa, é possível introduzir ainda mais nossas crianças e jovens nesse universo da arte e cultura. É uma possibilidade real de fazê-los despertar para um mundo além das comunidades onde vivem – diz Silvana Nagai.

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Os familiares também veem as atividades culturais dessa forma. Para Ingrid Abreu, mãe de Kauã, de 10 anos, a experiência foi ótima. Segundo ela, esse tipo de atividade proporciona a oportunidade de aprender coisas novas, além dos temas que ele aprende na escola. Ela conta que o filho voltou do passeio com outras ideias na cabeça, falando sobre assuntos que ele aprendeu lá.

– Foi a primeira vez que ele foi num passeio do Judô e gostou tanto que queria voltar. Kauã é uma criança agitada, que gosta de ficar no celular mas, no passeio, nem sentiu falta. Ele se interessou pelo tema, interagiu com as pessoas, se relacionou bem com as outras crianças e ficou tão feliz que disse que foi a melhor tarde da vida dele. Acho muito importante essas atividades culturais e que as crianças tenham essas opções. Espero que venham muitas outras – disse Ingrid.
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Já Patrícia Regina, mãe de Breno, 5 anos, conta que o filho não queria ir mas, depois, gostou tanto que quis voltar. Eles foram juntos à oficina de Origami e, segundo a mãe, o dia foi bem produtivo. Ele aprendeu que, além da técnica, a respiração e a concentração são muito importantes para a prática dessas atividades.
– Foi uma tarde muito agradável. Breno conseguiu fazer o Origami dobrando aos poucos, com calma e concentração, e foi dando forma ao papel, que se transformou em arte. Aprendemos um pouco sobre a cultura do Japão ao assistir um vídeo e ele ficou encantado ao conhecer outros tipos de luta. E, claro, adorou o biscoito – revelou Patrícia.

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Rosemary Santos ficou surpresa com a desenvoltura do filho, Lucas, de 8 anos, na Oficina de Ikebana. Ela conta que ele já tinha se apaixonado pelo Origami e pediu para ir novamente ao passeio. Segundo ela, o menino não fica muito tempo parado e diz que não sabia que ele tinha tanto carinho pelas plantas. Quando as flores começaram a murchar, no decorrer dos dias, Lucas foi cuidando delas, colocando água, para que não morressem rápido.
– A Oficina de Ikebana foi uma experiência maravilhosa para mim e para o Lucas e vejo que meu filho cresce a cada dia com essas atividades além do esporte. Acho que elas somaram muito não só para o Lucas mas para as outras crianças do projeto também. Além do trabalho com as flores, achei bom levar as crianças para um outro ambiente, elas se comportaram muito bem. Eu gostei muito e sou muito grata por ter essas pessoas carinhosas com os nossos filhos.

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Aluna do Judô, a adolescente Maria Fernanda, de 15 anos, conta que sua experiência com Origami e Ikebana foi muito boa e que as oficinas a ajudaram a se organizar mais e estimularam sua criatividade.
– Aprendi a fazer um marcador de páginas no origami que tem me ajudado nos trabalhos da escola. Já a oficina de Ikebana foi interessante por causa dos arranjos de flores, que gosto muito, e ainda dá para pensar em fazer arranjos de decoração como esses para vender e montar um negócio, além de ser uma atividade anti-stress – analisa a jovem.
Segundo a coordenadora da Associação Nagai, a repercussão das atividades de arte e cultura tem sido muito positiva. – Não trabalhamos apenas o esporte. Entendemos que um cidadão só se fortalece de fato quando tem acesso à cultura, ao esporte e à educação caso contrário acaba ficando um vazio em algum aspecto. E o Judô não é só técnica, é uma soma de competências que a pessoa precisa desenvolver para buscar o seu melhor e a técnica acaba sendo consequência da dedicação e da incorporação desse conjunto de valores que trabalhamos com os alunos e suas famílias – finalizou Rejane.

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