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Por que uma boa Primeira Infância faz diferença na vida adulta?

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

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Você tem respostas para esta pergunta? Nós temos algumas e queremos compartilhá-las com você, que trabalha pelo bom desenvolvimento infantil.

Caio Megale, mestre em economia pela PUC-RJ, escreveu um artigo muito interessante para o Jornal Valor Econômico. Ele ressaltou que existem certos aspectos que definem o bem-estar das pessoas. Um deles, e o mais importante, é a educação. Mais que isso: a educação na Primeira Infância (período que vai da gestação aos seis anos), porque ela é determinante para o sucesso dos indivíduos ao longo da vida. Quando Caio fala em educação, ele não se restringe à escola:

“Crianças expostas à estimulação adequada, acompanhamento próximo dos pais ou responsáveis e a um ambiente saudável – o que envolve inclusive boas condições de saúde, saneamento e alimentação – têm maior probabilidade de desenvolver sua capacidade cognitiva, ou seja, de competência para interpretar, refletir, raciocinar, assimilar ideias complexas etc. E o aumento da cognição está correlacionado com melhor desempenho escolar e, por conseguinte, maiores chances de sucesso profissional na vida adulta”.

Agora confira estes dados:

Entre 2001 e 2013, o percentual de crianças de até três anos de idade em creches subiu de 14% para 28%.
Entre 4 e 5 anos de idade, o percentual já se aproxima de 90%.
O percentual da população com banheiro em domicílio supera 95%.
A população com acesso a saneamento básico avançou de 39% em 1992 para 58% em 2014.
A taxa de mortalidade infantil até 5 anos caiu de 61 (em mil) em 1990, para 16 (em mil) em 2014.
Os índices indicam avanços na qualidade de vida e impactam no tempo de permanência de crianças e jovens na escola – eram menos de cinco anos em 1992, passando para oito anos em 2014.
No entanto, mesmo com esses avanços, a mão de obra brasileira não está melhor. A produtividade ficou estagnada. Por quê? Segundo Megale, porque a qualidade da educação deixa muito a desejar. A da saúde também.
Como mudar esse cenário? Primeiro, investindo em projetos e políticas públicas que foquem a Primeira Infância, base de todo o desenvolvimento humano. Segundo, criando estratégias no longo prazo, ou seja, que promovam o bem-estar da gestante, o cuidado do bebê, da criança, a qualidade da creche e pré-escola, o apoio a famílias que vivem em situação de risco social…

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Fonte: Fundação Maria Cecília Souto Vidgal/ Radar da Infância

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