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Ingrid Abreu conta a história de seu filho Kauã, aluno do judô

quarta-feira, 12 de julho de 2017

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Quando Kauã iniciou as atividades no Judô, há dois anos, sua mãe recebia reclamações sobre ele quase toda semana. Segundo ela, o filho é uma criança extremamente agitada, mas, com a atividade, as reclamações diminuíram. Hoje, Kauã está com 10 anos, é aluno do Judô e do Futebol e, na visão da mãe, o esporte contribuiu muito para sua evolução. Essa é mais uma história inspiradora da unidade Plantando o Amanhã, projeto social do Shopping Nova América, gerida pela Rede Cruzada. Confira.

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Conheci a Cruzada através da minha vizinha, que ficava com o Kauã quando ele era mais novo. Nós moramos na comunidade da Bandeira 2 e ela que me contou que seus filhos faziam judô no Plantando o Amanhã. Foi então que procurei me informar para poder matricular meu filho pois ele estava muito agitado e já fazia algum tempo que eu queria colocá-lo para fazer algum esporte. Na época ele estava com 8 anos.

Quando ele entrou no judô, tinha muita dificuldade de interagir com outras crianças. Ele só sabia brigar o tempo todo e não respeitava as regras. Eu era chamada toda semana no Plantando o Amanhã e na escola dele para tratarem desse problema. Sempre me diziam que ele precisava melhorar.

Ele começou a se envolver de verdade com o judô quando viu o quimono. Foi quando começaram a cobrar dele a disciplina e os resultados nos estudos que ele percebeu que tinha que mudar. Ele gosta muito das atividades e costumava pedir: “Eu quero fazer todos os esportes”. Mas se a gente falasse para ele: “Kauã, vamos estudar 3 horinhas”, aí ele não queria.

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Então, a gente foi usando essa moeda de troca com ele, essa cobrança da disciplina e do estudo para que ele pudesse continuar no Judô. A Sensei Silvana Nagai cobrou bastante e também ofereceu todo o apoio psicológico, pois ele sente muita falta do pai, que não é presente.

Fomos trabalhando em conjunto e ele foi tentando se modelar às regras do boletim de comportamento e desempenho escolar que a gente precisa mostrar no Plantando o Amanhã. Por exemplo, quando Kauã foi fazer o exame de troca de faixa do judô e eu marquei “ruim” no comportamento dele, ele me questionou o porquê de eu ter marcado “ruim”.

A preocupação dele era porque ele quer muito o “quimono azul”, mas a Rejane (Coordenadora da Associação Nagai de Judô) já disse a ele que ele só vai conseguir o quimono azul quando estiver preparado. Acho isso muito bacana porque é a questão da conquista: ele está sendo preparado para conseguir algo que importa para ele.

Eu também gosto do Judô porque o projeto não valoriza apenas a competição, mas sim o cuidado com os estudos da criança: se ela está com alguma dificuldade, arrumam explicadores. Tem até um canal no You Tube para ajudar com matemática e com aulas de Inglês. Ou seja, a equipe está sempre colocando alguma coisa para incentivar, não apenas o esporte, mas os estudos também.

Kauã ainda está se descobrindo, se conhecendo, e essas atividades servem para despertar nele seus interesses. Além dos esportes na Rede Cruzada, ele também faz escoteiro, aos sábados, no Corpo de Bombeiros. Eu fico sobrecarregada, a gente acaba ficando sem tempo para a gente, mas eu sei que é importante e é uma fase da nossa vida, porque daqui a pouco ele vai crescer e mudar os pensamentos.

Eu sou técnica de telecomunicações e, desde o início desse ano, trabalho no turno da noite. Hoje, moramos eu e Kauã, apenas, e minha mãe fica com enquanto trabalho. Optei por trabalhar nesse horário porque eu não queria tirar o Kauã do esporte e queria acompanhar a educação dele. Espero poder manter isso até o final da sua adolescência, porque é uma fase muito difícil e eu quero estar perto.

Para mim, como mãe, a Cruzada dá um grande apoio na educação do meu filho. Por exemplo, quando ele chegar na pré-adolescência, pode haver um encaminhamento para bolsa de estudos para um curso de inglês, dentre outras oportunidades. Então, eu acho que esses são grandes incentivos que, infelizmente, não temos condições de arcar. Aqui eu tenho um suporte em todos os sentidos. Só tenho a agradecer por esse trabalho.

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