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A história de Eliana Simplício de Souza

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

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“O Começo da Vida”, obra da cineasta Estela Renner, foi um marco na transformação das relações familiares de Eliana, esposa de Ricardo e mãe de Lara (5) e Enzo (3), alunos do Plantando o Amanhã.

Eliana assistiu ao filme pela primeira vez em uma sessão especial que aconteceu num encontro com as famílias, na creche, que teve por objetivo de propor reflexões sobre os papéis desempenhados pelos pais no desenvolvimento das crianças. Quando soube que o documentário seria exibido novamente durante a 12ª Ação Cruzada, em parceria com o Kinoplex do Shopping Nova América, convidou o marido. Na ocasião, ela esperava que o filme o ajudasse a rever alguns comportamentos para que participasse mais da vida dos filhos. A experiência abriu um novo canal de diálogo em casa e as mudanças na vida da família foram surpreendentes. Confira o relato.

“Saí emocionada do cinema. O filme é muito bom, acho que todos deveriam assisti-lo, mas, principalmente, os pais. A mudança no comportamento do meu marido foi impressionante – até o nosso relacionamento mudou.

A mudança não foi só dele, eu também revi meus comportamentos. Me desagarrei das crianças e deixei que ele assumisse mais responsabilidades com eles. Antes, eu mesma achava que as tarefas com os filhos eram uma obrigação só minha e que, assim, iria proteger meu casamento e agradar meu marido. Porém, acontecia justamente o contrário: como eu me sobrecarregava com os cuidados da casa, das crianças e ainda trabalhava, não tinha nem tempo nem energia para o nosso relacionamento e, no fim, nós dois ficávamos frustrados. Não há casamento que resista à essa lógica!

Só quando assisti ao filme pela primeira vez, na creche, foi que me atentei sobre a responsabilidade ser dos dois e pude abrir minha cabeça. Um casamento não pode dar certo se só eu tenho que lavar, passar, cozinhar, levar na escola, levar no médico, educar, brincar e, ainda por cima, ter que trabalhar também. Mas, para nós, até então, essa era uma dinâmica natural”.

“Se o homem e a mulher não estão juntos na missão de educar os filhos, em parceria, o amor acaba”.

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“Depois que assisti ao filme, fiquei pensando: puxa vida, o Ricardo tem que assistir isso. Pouco tempo depois, fiquei sabendo que exibiriam o filme novamente, no dia da Ação Cruzada. Não perdi tempo, convidei meu marido e, quando chegou o dia, nós fomos. A transformação das atitudes dele com as crianças foi perceptível depois que ele assistiu ao filme, principalmente em relação ao lado afetivo com as crianças. Também percebi que houve uma mudança no nosso relacionamento, no carinho comigo e nos elogios: ele entendeu que minha falta de energia era por conta do meu cansaço com as crianças. Tanto ele quanto eu compreendemos que as tarefas com os filhos é uma responsabilidade dele também.

Eu me considero uma nova pessoa depois dessa experiência: emagreci, aumentei minha autoestima, diminuí minha ansiedade, consigo fazer minha dieta, me cuidar e trabalhar em paz. Por sua vez, ele está muito mais envolvido. Todos os dias, pela manhã, ele chama as crianças e vem comigo trazê-las na escola, coisa que sempre fiz sozinha. Ontem, fomos juntos ao Colégio Pedro II para o sorteio da Lara (que iniciará a 1ª série do ensino fundamental em 2017) e conseguimos a vaga dela – ele até chorou de emoção! Hoje, ele está aqui, feliz da vida, participando da festa de encerramento do ano e, amanhã, virá na formatura da nossa filha.

O fato de estarmos aqui no Plantando há 4 anos foi determinante nesse processo porque aqui existe uma preocupação muito grande coma família, para além das crianças. Durante a crise que tivemos no nosso casamento, a professora percebeu o impacto na minha filha e conversou comigo. Além disso, foi aqui que tivemos a oportunidade de assistir ao filme “O Começo da Vida”, que é maravilhoso e todos os pais e mães deveriam assistir – tanto para melhorar a qualidade de vida e bem-estar da família como ajudar na educação das crianças.

O que este filme fez foi um milagre, funcionando como uma conversa que não conseguíamos ter. Até nosso diálogo melhorou! Hoje, estamos bem estabilizados, evoluindo a cada dia – e as crianças sentem isso. Estamos melhores em todos os sentidos, como família, como pai e mãe e como casal”.

“Entendemos que se trabalharmos juntos vamos ficar bem e, principalmente, as crianças vão crescer num ambiente melhor e mais feliz”.

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Eliana e Ricardo moram com os filhos em Del Castilho.

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