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As fases do desenvolvimento do bebê

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

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Se você acha que seu bebê não está se desenvolvendo normalmente, procure um médico. Mas, calma! Saiba que o desenvolvimento se dá por etapas.

Fases Bebê - Artigos Pedagógicos - Rede Cruzada
Nenhum bebê é igual ao outro. Mas todos, cada qual em seu ritmo, passam por etapas mais ou menos definidas no desenvolvimento de suas habilidades intelectuais. Isso foi o que descobriu um psicólogo suíço chamado Jean Piaget, que viveu entre 1896 e 1980. Ele construiu sua teoria dos estágios a partir da observação direta que realizava com crianças, inclusive com seus próprios filhos. Para ele, o ser humano passa por quatro fases evolutivas até o amadurecimento:  zero a dois anos, dois a seis, seis a doze e depois dos 12 anos, até o indivíduo adulto. Veja como é cada fase:

Primeira fase (zero a dois anos): o bebê explora o mundo com os reflexos que já nascem com ele e com o seu próprio corpo (basicamente as mãos e a boca). Por isso, a criança pega tudo o que vê e põe na boca, pois é assim que ela “conhece” os objetos. Essa é a fase em que o cérebro do bebê se desenvolve mais rapidamente.

Segunda fase (dois a seis anos):  o bebê fala, locomove-se e amplia sua capacidade de interagir com o ambiente.

Terceira fase (seis a doze anos): a criança já raciocina com clareza sobre situações que vivencia de forma concreta.

Quarta fase (a partir dos 12 anos): ela aprofunda a capacidade de raciocinar e interpretar o mundo que a cerca.

Fases Bebê 2 - Artigos Pedagógicos - Rede Cruzada

O que você pode fazer?

Você pode colaborar com o desenvolvimento cerebral de seu bebê oferecendo estímulos. Como fazer isso? Brincando e dando o seu carinho! Converse, cante, brinque, abrace e ofereça objetos seguros para ele brincar. E nunca o deixe sem supervisão de um adulto. Eles adoram explorar o ambiente e, sozinhos, podem se machucar.

Pesquisas recentes têm mostrado que os bebês de até dois anos de idade têm ainda mais habilidades do que aquelas que o Piaget identificou apenas observando. Eles já são capazes de distinguir tamanho, forma e cor dos objetos já nos primeiros meses após o nascimento, identificar sons complexos (como a voz da mãe, diferente da voz de outras mulheres da casa) e até diferenciar comportamentos bons de maus. Por isso, a responsabilidade dos pais em dar bons estímulos e bons exemplos é ainda maior!

Por que falamos “cantando” com o bebê?

“Cadê o nenê da mamãe?” Quem nunca falou uma frase como essa, com uma vozinha mais fina do que a habitual e uma entonação diferente? Quando adultos falam com bebê, às vezes até parece que estão cantando! Curiosamente, pesquisadores já perceberem que os bebês recém-nascidos têm especial atenção e conseguem identificar diferenças melódicas e rítmicas de segmentos musicais simples. Esta é uma das razões pelas quais os adultos de todas as culturas utilizam, até de forma inconsciente, uma linguagem “cantada” quando se dirigem aos bebês. A natureza não é mesmo sábia?

Fontes: Fundação Maria Cecília Souto Vidgal/ Radar da Infância

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